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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

17º BPM forma mais de 1.200 alunos no PROERD

Neste mês de novembro de 2012, o 17º Batalhão de Polícia Militar realizou a formatura do PROERD (Programa de Resistência às Drogas e à Violência). Para mais de 1.200 alunos da rede pública de ensino que reuniram-se na Praça Borges de Medeiros, em frente à Prefeitura Municipal de Gravataí, para uma caminhada até o Ginásio Aldeião, onde aconteceu a cerimônia de formatura. O programa que visa combater e prevenir o uso de drogas por crianças e adolescentes, é uma iniciativa da Brigada Militar em parceria com a Secretaria de Educação do Município, que busca orientar os alunos e as famílias aos danos que as drogas podem causar.
Na chegada ao ginásio de esportes, os alunos foram recepcionados com uma apresentação do Grupo de Operações com Cães (GOC) do 17º BPM. Logo se iniciou a cerimônia com apresentação de autoridades, tais como o Comandante do 17º BPM Tenente Coronel Dirceu Lopes e a Secretária de Educação, Arary Ferreira Becker e juramento dos estudantes formandos.
“A maior gratificação é o carinho das crianças, e principalmente, que elas aprendam e tenham consciência de ficar longe das drogas. Esse é o meu principal objetivo, educar essas crianças para o bem”, conta o coordenador do Programa, em Gravataí, Sargento Alex. Ele que trabalha com crianças do quinto e ao sétimo ano do ensino fundamental, diz que é necessário esse trabalho de aprendizado, pois é nessa idade que eles começam o envolvimento com entorpecentes.
A Brigada Militar vem desenvolvendo esse trabalho desde 1998 nas escolas públicas, por meio de Policiais Militares voluntários. O Programa de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD), é baseado no programa norte-americano D.A.R.E (Drug Abuse Resistance Education). Os policiais militares desenvolvem um trabalho educativo de prevenção, na busca da construção de um futuro melhor.
 

PRESIDENTE DO SUPREMO DEFENDE EXTINÇÃO DA JUSTIÇA MILITAR NOS ESTADOS



Na primeira sessão à frente do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, indicou ser favorável às investigações patrimoniais abertas contra magistrados suspeitos de irregularidades e afirmou que a Justiça Militar dos Estados poderia ser extinta. A produtividade e o volume de recursos despendidos anualmente levaram o ministro a defender a extinção dessas Cortes: “Uma Justiça que poderia muito ber ser absorvida pela Justiça comum, porque não há qualquer necessidade de sua existência”, frisou.

Novos policiais e viaturas para Porto Alegre

Governador anuncia novos policiais e viaturas para Porto Alegre
Foto destaque
O município de Porto Alegre receberá 500 policiais militares e 70 novas viaturas a partir de fevereiro do ano que vem. O anúncio foi feito pelo governador Tarso Genro, durante audiência com o prefeito da Capital, José Fortunati, nesta quarta-feira (28), no Palácio Piratini.

Além dessas medidas, Tarso também anunciou a cedência de um terreno do Estado para a construção de uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) no bairro Azenha e a integração do centro de monitoramento que será instalado na Região Metropolitana com o centro de comando de Segurança Pública construído pela Prefeitura de Porto Alegre.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Concurso público para 700 agentes da Polícia Civil

Tarso Genro anuncia concurso público para 700 agentes da Polícia Civil

O governador Tarso Genro anunciou, na manhã desta segunda-feira, um novo concurso público para agentes da Polícia Civil estadual. Segundo Tarso, serão disponibilizadas 700 vagas e o edital deve ser lançado em breve.

Tarso participou da Aula Magna do Curso de Formação de Delegados de Polícia, no auditório da Academia de Polícia Civil (Acadepol). Durante o discurso, o governador ressaltou o papel da segurança pública na defesa dos direitos do cidadão.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

ProUni RS

O Governo do Estado, através do Pacto Gaúcho Pela Educação Profissionalizante, Técnica e Tecnológica, criou o Programa Universidade Para Todos do Rio Grande do Sul – ProUni RS, que consiste na concessão de bolsas de estudo para cursos de tecnólogos em áreas estratégicas para o desenvolvimento do Estado. O processo de inscrições está aberto até o dia 12 de dezembro deste ano, em 07 Instituições Comunitárias de Ensino Superior.
Solicitamos, gentilmente a colaboração para a divulgação deste importante Programa de acesso ao ensino superior. Encaminhamos este e-mail marketing para que seja repassado aos contatos de todas as Secretarias e ficamos à disposição para eventuais esclarecimentos.

Cinco das principais medidas para conter crimes não saem do papel

Projetos importantes da área da segurança estão atrasados no Estado Fernando Gomes/Agencia RBS
O uso de tornozeleiras eletrônicas por presos dos regimes semiaberto e aberto e em prisão domiciliar é um dos projetos que ainda não saíram do papel Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS


Projetos importantes da área da segurança estão atrasados no Estado

Cinco das principais medidas para conter crimes não saem do papel porque esbarram na burocracia, em mudanças de governo e na falta de recursos


Apresentados como antídotos para a violência urbana, cinco projetos para a área da Segurança Pública se arrastam há anos no Estado. Da construção de cadeias para reduzir a superlotação prisional ao monitoramento eletrônico das mais importantes vias de acesso aos municípios da Região Metropolitana, as propostas esbarram na burocracia, em mudanças de governo e na falta de recursos.
Entre as principais iniciativas apresentadas nos últimos seis anos para conter a criminalidade, apenas a Lei dos Desmanches parece realmente estar saindo do papel. Mesmo assim, a proposta ficou engavetada por quatro anos à espera de regulamentação.
Sem um modelo para seguir – atualmente, o próprio governo federal busca uma fórmula para regularizar e fiscalizar o mercado de peças usadas –, o detalhamento das regras teve de ser feito por uma comissão técnica do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) a partir de encontros com representantes do setor, autoridades policiais e peritos do Departamento de Criminalística.
Segundo o diretor técnico do Detran, Ildo Mário Szinvelski, neste ano segundo passo também foi dado: 366 ferros-velhos foram cadastrados pelo órgão no Estado. Os demais entraram na ilegalidade.
Alguns planos estão com futuro incerto
Alvo de severas críticas do Judiciário, o setor prisional parece ter ainda menos fôlego para tocar adiante a maioria dos anúncios sobre a construção de presídios. O mesmo ocorre em relação às iniciativas de vigilância eletrônica de apenados.
A questão não está ligada apenas à escassez de recursos federais, mas à falta de sintonia entre as equipes técnicas de engenharia do Estado e do Ministério da Justiça. Não são raros os projetos apresentados pelos gaúchos que não passam pelo crivo dos servidores federais. Além disso, os municípios costumam rechaçar a ideia de receber uma penitenciária.
O resultado não poderia ser outro: de 2007 para cá, multiplicaram-se os anúncios de presídios, mas poucos se converteram em canteiros de obras. Só no governo de Yeda Crusius foram sete as casas prisionais anunciadas. A ex-governadora, no entanto, acabou inaugurando apenas uma penitenciária em Caxias do Sul, herança do governo de Germano Rigotto.
 A atual gestão de Tarso Genro já inaugurou duas, em Guaíba e Arroio dos Ratos. A primeira delas, um projeto de sua antecessora. Futuro ainda mais incerto é reservado aos bloqueadores de celulares. Atualmente em teste na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), o sistema de antenas que cortam o sinal dos aparelhos não tem prazo para ser instalado em definitivo na casa prisional.
Procurado por Zero Hora, o secretário da Segurança Pública, Airton Michels, optou por falar apenas sobre a instalação do cerco eletrônico no entorno das principais cidades da Região Metropolitana. O projeto que conta com verba de R$ 20 milhões é apontado por ele como fundamental para o combate ao roubo de veículos.
– Esse sistema também combaterá outros crimes na região, como o roubo de cargas, por exemplo – diz ele. A proposta a ser apresentada em um edital nas próximas semanas, porém, não deve escapar de uma longa tramitação.
Confira cinco projetos atrasados:

1. Bloqueadores de celular 

Projeto: instalação de sistema de antenas que impedem a comunicação por celular em presídios.
Idealizado: 2009
Andamento: apesar de cogitada desde o início dos anos 2000 – e frequentemente descartada devido aos custos de instalação e operação –, a estratégia de bloquear o sinal de celulares nas cadeias por meio de uma rede de antenas começou a ser testada em 2009. Problemas como a inviabilização do uso de telefone por parte de moradores do entorno do Presídio Central e a permanência de sinal em alguns pontos da maior cadeia do Estado esfriaram o interesse da Superintendência dos Serviços Penitenciários na tecnologia.
Estão sendo feitos testes na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), onde estão recolhidos os chefes das principais organizações criminosas do Estado. Segundo a Susepe, o volume de ligações feitas de dentro das celas teria caído pela metade.
Projeção: não há previsão de contratação do serviço. Os testes na Pasc devem acabar no final do ano.

2. Tornozeleiras eletrônicas
Projeto: emprego de rastreadores eletrônicos em presos dos regimes semiaberto e aberto e em prisão domiciliar. O monitoramento via satélite permitiria a redução da superlotação em albergues do Estado e dos crimes praticados por apenados desses regimes.
Idealizado: 2007
Andamento: o governo Yeda Crusius manifestou interesse em usar tornozeleiras em apenados do aberto e do semiaberto, dando início a uma série de testes em presos em 2007. No segundo semestre de 2008, a governadora sancionou a lei que criava o monitoramento eletrônico, legislação inspirada em um projeto de lei do então deputado estadual Giovani Cherini.

No ano passado, o governo Tarso Genro abriu um processo licitatório para contratação do serviço que incluiria, no primeiro momento, o emprego de 400 tornozeleiras. Depois do julgamento de uma série de recursos de empresas concorrentes, o processo licitatório foi concluído no segundo semestre, conforme a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública.
Projeção: sem prazo anunciado para a contratação do serviço. Depende apenas da assinatura de contrato com a empresa vencedora, conforme a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública.

3. Lei dos Desmanches
Projeto: estabelece regras para o funcionamento dos ferros-velhos no Estado, entre elas, a numeração de peças em estoque. Com a medida, o governo do Estado pretende reduzir o mercado ilegal de veículos roubados.
Idealizado: 2007
Andamento: depois de sancionada pela governadora Yeda Crusius em julho de 2007, em uma rápida articulação entre os poderes Executivo e Legislativo, a Lei dos Desmanches ficou engavetada, aguardando regulamentação, até o ano passado. Atualmente já com as regras definidas, encontra-se em fase de implantação.
A primeira fase de cadastramento dos desmanches junto ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) já foi concluída. Dos 366 estabelecimentos credenciados, 311 já foram, inclusive, vistoriados por equipes do Detran.
O próximo passo é a entrada em funcionamento do sistema integrado onde cada ferro-velho deverá cadastrar as peças em seu estoque. As informações poderão ser acessadas pelo Detran e pelas polícias Civil e Militar.

Projeção: sistema integrado de informações sobre os estoques dos ferros-velhos começa a funcionar em março, segundo o Detran.

4. Cerca eletrônica
Projeto: instalação de câmeras de monitoramento, com capacidade de leitura de placas veiculares, nos principais acessos viários da região metropolitana de Porto Alegre para conter roubos e furtos de carros e cargas.
Idealizado: 2012
Andamento: proposta da Secretaria da Segurança Pública em conjunto com municípios da Região Metropolitana. O investimento total previsto pelo Estado é de cerca de R$ 20 milhões para o sistema que deve integrar as polícias e as guardas municipais.
A previsão é de que na primeira etapa a rede de equipamentos abranja Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Gravataí, Viamão e Alvorada. Na seguinte, será instalada também em Novo Hamburgo, Sapucaia do Sul, Esteio e São Leopoldo. Por último, Santo Antônio da Patrulha, Nova Santa Rita e Glorinha.
Projeção: secretaria da Segurança Pública promete publicar até o final do ano o edital para contratação de empresa que instalará o sistema integrado de câmeras. A expectativa do governo é que a cerca eletrônica entre em funcionamento em 2013.

5. Novas vagas prisionais
Projeto: construção de novas penitenciárias no Estado para abrigar presos do regime fechado e reduzir o déficit de 8 mil vagas.
Idealizado: 2007
Andamento: apesar da promessa de mais de sete casas prisionais, o governo passado conseguiu inaugurar apenas uma penitenciária em quatro anos, instalada em Caxias do Sul. Seus dois principais projetos, a construção de um complexo para 3 mil presos em Canoas – com apoio da prefeitura) por meio de parceria público-privada (PPP) – e a instalação de uma prisão para jovens em São Leopoldo foram abandonados pelo governo Tarso Genro.
A atual gestão inaugurou até agora duas novas cadeias, uma feminina em Guaíba e outra masculina em Arroio dos Ratos, além de dois módulos na Penitenciária Estadual em Santa Maria. Com elas, foram criadas cerca de 1,7 mil vagas.
Projeção: uma penitenciária masculina em Guaíba, duas femininas em Rio Grande e Passo Fundo e uma mista em Alegrete estão nos planos imediatos da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) para 2013. Com elas, seriam criadas mais 1,5 mil vagas.
Em Canoas, a aposta é na construção de um presídio menor do que o planejado, de até 400 vagas. Em São Leopoldo, a ideia é instalar uma cadeia para presos provisórios (sem condenação).
(zerohora.clicrbs.com.br).

terça-feira, 27 de novembro de 2012

GOVERNO PROMOVE 830 POLICIAIS MILITARES


ATAQUE EM SC DEIXA POLICIA DO RS EM ALERTA



 Desde a madrugada de sábado quando uma agência bancária em Sombrio, sul de Santa Catarina, foi destruída, policiais do Litoral Norte estão em alerta para a possibilidade de novos ataques a banco com explosivos também no Rio Grande do Sul. Armados de fuzis, os bandidos usaram dinamite para abrir o cofre de agência do Banco do Brasil. Conforme a Polícia Militar da cidade catarinense, o ataque foi realizado por pelo menos seis homens, por volta das 2h, que chegaram em dois carros. Na ação, os bandidos trocaram tiros com policiais. Durante a fuga, um homem que estava em uma praça localizada próximo ao banco chegou a ser feito refém. Ele foi liberado minutos depois. Testemunhas teriam visto os bandidos saindo do local com malotes de dinheiro, de dentro do Banco do Brasil. A Polícia não informou a quantia. “Eu estava andando de skate na rua quando vi os bandidos se aproximarem. Me escondi e logo ouvi a explosão”, contou João Garcia Junior, 17 anos, morador de Sombrio. O ataque mobilizou os policiais do lado de cá do Rio Mampituba. Conforme a Brigada Militar de Torres, o grupo fugiu em direção ao Rio Grande do Sul, cuja divisa fica a cerca de 30 quilômetros de Sombrio. Durante a madrugada, a polícia gaúcha fez barreiras na BR-101 para tentar localizar os assaltantes. A polícia trabalha com a hipótese de que o grupo seja formado por assaltantes gaúchos e catarinenses e também esteja envolvido em ataques ocorridos no Estado neste ano. Conforme o delegado Juliano Ferreira, titular da Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o caso é monitorado por agentes da delegacia especializada gaúcha.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

COLÉGIO TIRADENTES É PRIMEIRO COLOCADO ENTRE AS ESCOLAS ESTADUAIS NO RS


Com média 632,9, o Colégio Tiradentes foi o melhor estadual colocado no RS (7º lugar). Os demais são privados: Martin Luther (Estrela), 4º e Mario Quintana (Pelotas), 5º. E, na Capital, entre as dez melhores, oito são particulares: Leonardo da Vinci (média 647,65); Farroupilha (637,75); Israelita (631,7); Sévigné (627,09); Anchieta (622,56); Rosário (621,48); João Paulo I (621,43) e João XXIII (610,94). 

domingo, 25 de novembro de 2012

UM DIA NO COLÉGIO TIRADENTES



A estudante de jornalismo Florença Castro passou um dia no Colégio Tiradentes pra contar como é. Ela que estudou em escola particular, viveu um dia de disciplina intensa e teve que prender – muito bem – o cabelão loiro.
 
“Eu conhecia a escola porque uma amiga muito próxima havia estudado lá. E confesso: achava um pouco esquisitas as coisas que ela me contava, por ter estudado em uma escola com uma realidade muito diferente. Assim, dessas histórias espontâneas e da minha curiosidade, surgiu a ideia de fazer uma reportagem sobre a rotina de quem estuda no Tiradentes. Conversei com o pessoal do colégio e decidimos: eu iria me caracterizar a rigor, como se fosse uma nova aluna da escola, e viveria a rotina por um dia. Foi isso que fiz. Vesti o uniforme que aquela galera farda todos os dias, me esforcei para arrumar meu cabelo do jeito certo e não levar bronca de ninguém e fui reviver os tempos de colégio de uma maneira diferente (e com muito mais disciplina, inclusive). Saí de lá com uma opinião diferente da que tinha entrado e me surpreendi com algumas exigências, mas fiquei muito emocionada com a persistência e a disciplina de quem vive esse dia a dia e estuda lá. Não quis fazer uma reportagem com juízo de valor, ou insinuar qual sistema de ensino ou qual colégio é melhor de se estudar. Apenas quis saber mais sobre a rotina de uma galera que vive uma rotina bem diferente”.

                                       7h15min, FORMATURA MATINAL
 
Todos os alunos da escola ficam parados, estáticos, em posição de sentido, no pátio do
colégio. Essa cena, para mim e para o Marcelo (Editor de Vídeo do Kzuka), foi, no mínimo,
estranha. Um silêncio absurdo, uma disciplina jamais vista. Permanecemos ali, parados, observando tudo aquilo que, para nós, era algo totalmente fora de nossa realidade. Quando a galera toda está assim, organizada em pelotões, se diz que eles estão em forma.É a primeira coisa que fazem ao chegarem no colégio: todos se direcionam para o pátio e entram, imediatamente, em forma. É regra. E lá, regra é coisa séria. Nessa hora, a galera do terceiro revista a do primeiro e segundo – todos devem estar com a farda impecavelmente passada, os guris sem barba e as gurias com meia-calça, unhas curtas (o comprimento não pode passar do dedo), esmaltes e maquiagens discretas e cabelos trançados. Qualquer detalhe é suficiente para despertar a atenção de um superior. Depois do hasteamento das bandeiras do Brasil, Rio Grande do Sul e Colégio Tiradentes, o pessoal volta para a posição de forma, para, assim, sair para marchar. Me deu vontade sair marchando junto, juro! Foi muito legal de ver. Após a marcha, eles ficam novamente em forma e escutam os recados do dia. Dados os recados, vem o “grito de fora de forma”, em que a galera responde “CTBM Brigada Brasil!”, e, assim, todos são liberados para se encaminhar normalmente, para as salas de aula.

                                                       10h, RECREIO (B)
 
Foi no intervalo que eu pude conversar mais com o pessoal e descobrir o que, de fato, eles pensam e fazem dentro do colégio. Quem namora mantém distância. Nada de ficar muito
perto um do outro. Não pode rolar nenhuma demonstração de afeto - mãos dadas, cafunés, beijo na boca então... Nem pensar! Descobri um casal porque algumas meninas me contaram, mas se não, nunca teria imaginado! A farda, como já disse antes, tem que estar - sempre -impecavelmente passada. Algumas meninas preferem ir de ônibus pra escola, para, assim, não precisarem sentar no carro. A mulherada tem truque pra tudo: na aula, elas sentam de um jeito lá todo especial para não amassar a saia. Eu, toda desastrada, já sentei cruzando as pernas, e isso não dá pra fazer! A roupa ficou toda amassada na parte de trás e eu poderia ter perdido pontos de atitude. Ou seja, truques, venimim! Vacilei, também, nas unhas e no cabelo. Fui para o colégio sabendo que teria que estar com o cabelo trançado e com as unhas curtas e com esmalte claro – mas nunca imaginei que eles levassem isso tão a sério. Cheguei lá com as unhas pintadas de branco, crente que estava certa e... Surpresa! Não pode. Só não precisei tirar o esmalte porque não era aluna de verdade... O meu cabelo foi outro problema. Ele é bastante comprido, fiz uma trança baixa e com várias mechas soltas. Não pode. Bastou pisar no colégio para virem reclamar do meu penteado rebelde. Tive que ir imediatamente para o banheiro arrumar a trança e passar água nas madeixas. Se as gurias não têm moleza, imagine os guris... Às vezes, na hora da revista, são passados algodões nos rostos para verem se estão devidamente barbeados. Escutei o caso de um menino que, devido a uma alergia na pele, não conseguia se barbear diariamente. E aí? Como faz, produção? É bem fácil: basta o responsável levar um atestado ao Corpo de Alunos do colégio. O guri, feito isso, foi liberado para fazer a barba um dia sim, um dia não.


                                                     12h, DISPENSADOS (C)
 
Os alunos do terceiro ano têm aula até 12h50min, e a galera do primeiro e segundo, às vezes, tem aula à tarde. Sendo assim, as aulas à tarde começam às 13h15min e não contam com todo o ritual da manhã – a galera entra em forma, e, só de vez em quando, é revistada. Enquanto o pessoal estiver dentro do perímetro da escola, não tem jeito, as regras são as do Tiradentes. Palavrão, se for entre eles, e ninguém ouvir, ok. Agora, se algum funcionário da escola escutar, já era! A pessoa perde ponto - e acredite, esses pontos de disciplina são muito importante pra eles. A formatura é bastante diferente dos outros colégios. A galera usa roupa de gala – continua sendo farda, mas uma farda mega glamurosa e sofisticada - e obedece a todo um ritual. É lindo (eu já fui). A parte da bandalheira, ou seja, o festerê, não diz respeito ao colégio. Quem faz, organiza e produz são os alunos. Quem estuda no Tiradentes vai conquistando poder aos poucos – o terceiro comanda o primeiro e o segundo, o segundo coordena a faxina do primeiro, e o primeiro obedece aos outros anos. O pessoal do primeiro e do segundo, ao passar por alguém do terceiro ano, deve prestar continência. É o terceirão no regime militar, minha gente... Mas, mesmo assim, a galera se ajuda em tudo: ninguém quer que o amigo perca ponto por falta de disciplina e, muito menos, que seja expulso do colégio. Pelo que pude observar, bullying é coisa rara por lá. Gostar dessa rotina de rígida disciplina não é sinônimo de ser chato. É perfil. Não cabe julgar. Cabe conhecer. 
(CADERNO KZUKA).